saúde mental e as redes sociais

Saúde mental: o papel das mídias sociais

Cada dia, mais e mais pessoas estão conectadas às mídias sociais. Crianças, jovens, adultos e idosos, independentemente de suas idades, as pessoas estão passando cada vez mais tempo online, stalkeando, curtindo, comentando e compartilhando conteúdo e experiências.

Apesar de ter se tornado parte da vida das pessoas, as mídias sociais são alvo de debates constantes. Devido ao tempo que as pessoas passam nessas conectadas a essas mídias, têm surgido dúvidas com relação aos benefícios e malefícios relacionados ao seu uso, principalmente no tange à saúde mental.

As mídias sociais e a saúde mental

O uso moderado das mídias sociais pode ser útil para conectar pessoas, fazendo com que recebam apoio social, principalmente no caso das pessoas que têm dificuldades para se relacionar com outras pessoas de forma presencial, face a face, que acabam se sentindo mais à vontade no ambiente virtual para interagir com outras pessoas, deixando de lado suas preocupações e limitações.

Em contrapartida, o uso das mídias sociais também pode ter o efeito reverso, levando algumas pessoas ao vício, fazendo com que se isolem e sintam-se cada vez mais sozinhas, fomentando sentimentos de ansiedade e depressão.

Para os adolescentes, quanto mais tempo passam conectados às mídias sociais, maior é o risco de uma saúde mental frágil, depressão, e até mesmo pensamentos suicidas. Isso se dá, pois nessa fase da vida, os adolescentes estão aprendendo a lidar com suas emoções, e ao mesmo tempo, buscam aceitação e atenção. Mas em alguns casos a realidade diverge da expectativa, eles não estão preparados para lidar com a rejeição, o que pode ocasionar problemas de baixa autoestima, ansiedade, depressão, entre outros problemas.

Benefícios das mídias sociais na saúde mental

Ao realizar uma pesquisa rápida na internet, você encontrará facilmente, centenas ou milhares de comunidades nas mídias sociais, fóruns e canais de vídeos, cujas criações foram motivadas pensando nas pessoas que sofrem de problemas relacionados a saúde mental, com intuito de ser canais onde essas pessoas possam encontrar apoio e se sentir acolhidas.

Mesmo nos dias de hoje, com tanta informação ao alcance das pessoas, ainda assim, questões relacionadas à saúde mental são vistas com preconceito. Pessoas que sofrem com problemas como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, entre outros, são consideradas “loucas” por muitos, e tratados como “frescurentas” por outros.

Na maioria dos casos, o preconceito vem das pessoas mais próximas, como familiares e amigos. As pessoas que deveriam dar apoio acabam contribuindo para o isolamento e piora dos sintomas da pessoa com problemas psicológicos.

Como forma de fornecer apoio para pessoas com transtornos psicológicos ou que se sentem solitárias, tem surgido diversos canais nas mídias sociais ao longo do tempo, muitos deles criados por pessoas que passam ou já passaram pelos mesmos problemas. Esses canais têm como objetivos:

  • Retirar essas pessoas do isolamento social através da interação online;
  • Fazer com que se sinta acolhidas, pertencentes a algum lugar, um grupo;
  • Ajudá-las a se conhecerem melhor e se aceitarem, assim como são;
  • Proporcionar-lhes a troca de experiências, onde todos podem contribuir e
  • Conscientizar a sociedade e acabar com o preconceito relacionado aos transtornos psicológicos.

Como é possível observar, o suporte advindo das mídias sociais desempenha um papel fundamental para a promoção da saúde mental. Mas isso não se limita às pessoas com transtornos psicológicos, qualquer pessoa pode encontrar apoio para os mais variados problemas, nas mídias sociais.

Mas apesar de todos os benefícios que as mídias sociais trazem para a saúde mental, não podemos descartar a necessidade do acompanhamento realizado por profissionais, psicólogos e psiquiatras, que cuidarão para prevenir ou tratar problemas mais sérios, como no caso da depressão, síndrome do pânico, esquizofrenia, etc.